Cinema

No cinema: Como ser solteira e o superestimado mundo dos relacionamentos

Como-ser-solteira

***Aviso: Este texto pode conter spoilers do filme. Me esforço para evitar, mas é muito difícil. Obrigada!***

Aproveitei o fim de semana para assistir “Como ser solteira”. Pelo trailer parecia um bom filme para ver sem compromisso e rir um pouco, além de adorar o trabalho da Rebel Wilson. Basicamente a história toda foca em quatro personagens e as situações da vida quando se trata de solteirice e relacionamentos.

Robin (Rebel Wilson) curte intensamente a vida de solteira, é festeira, independente, sexy, bem resolvida emocionalmente e sexualmente. Alice (Dakota Johnson) nunca ficou sozinha e resolve dar um tempo do relacionamento de quatro anos para se descobrir. Ela é irmã de Meg e vai trabalhar no mesmo escritório que Robin. Meg (Leslie Mann) é médica obstetra, viciada em trabalho, focada na carreira, independente e mesmo “trazendo ao mundo mais de três mil crianças” não quer ter filhos. E Lucy (Alison Brie) totalmente desesperada para engatar um relacionamento, participa de mais de cinco sites diferentes de encontro e tem várias teorias em relação ao “homem perfeito”.

Como-ser-solteira-2

Uma fórmula padrão de filmes sobre relacionamento às avessas que tem de tudo, desde o clichê da mulher desesperada que já cria todo o futuro juntos no segundo encontro ao cara (Tom) que é tão criativo nas formas de fazer o “apenas uma noite” dar certo que chega a cortar a água da pia da cozinha para a mulher não ficar muito tempo no seu apê. A trama toda acontece guiada pelas expectativas de relacionamento de cada personagem. Não é tipo de filme profundo que te faz refletir sobre toda a sua vida, mas faz rir, tem mensagens legais e tiradas sensacionais mencionando Bridget Jones, Dexter e Sex and the City fazendo os personagens mais gente como a gente.

Saí de lá pensando na história da Alice com o seu zíper. Se você já assistiu, veja se concorda comigo ou se ainda não, preste a atenção quando ver. Na história, ela conta que passou a vida toda acompanhada por alguém e não tem a menor ideia de como se virar sozinha. Entre o problema de não saber tirar a legenda em espanhol da TV e configurar a internet tem a história de abrir o zíper do vestido. E se você já ficou sozinha nesta situação, pelo menos uma vez na vida, sabe como é difícil!

Ter alguém para abrir o zíper do vestido pra você quando chega em casa é legal e mais legal ainda é quando esta pessoa esta lá por qualquer motivo que não seja porque você precisa. Deixar de lado aquele vestido belíssimo com um zíper nas costas só porque não tem ninguém pra abrir – mesmo querendo – também não precisa ser uma opção, é só encontrar uma forma criativa de resolver a situação, assim como a Alice fez. Estar em um relacionamento só porque “você precisa” não é bom para nenhum dos lados.

Eu sei que existem pessoas que tem verdadeiro pânico de ficar sozinhas, mas a verdade é que não há nada para temer. Caminhar pela estrada da solteirice não é se afastar do mundo dos relacionamentos e sim, conhecer a si mesmo e desfruta da própria companhia. São nestes momentos que a forma criativa de resolver qualquer situação floresce e você começa a entender melhor o que quer. Não deixa de ser um relacionamento, mas é só com você!

Como-ser-solteira-3

De todos os filmes que já assisti com histórias que se cruzam e colocam o relacionamento em pauta este foi o que eu mais gostei! O roteiro passa longe de ser um verdadeiro manual de como aproveitar a solteirice, mas também não superestima a ideia de relacionamentos na insistência que as coisas simplesmente acontecem por destino e que todo mundo precisa de um par para ser feliz.

Também vale um obrigado especial ao diretor Chris Ditter e toda equipe de roteiro e produção por colocar uma mulher totalmente “fora do padrão” – até quando precisaremos utilizar essa expressão – como uma protagonista independente, sexy e bem resolvida que ainda te presenteia com a seguinte frase: “Eu sei que o dia em que estiver em um relacionamento, ele me aceitará do jeito que eu sou”. Sim, é assim que tem que ser 🙂

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *